domingo, 17 de fevereiro de 2013

Um local tranquilo



  Naquela noite, após o debate, eles revezaram quem ficaria em vigia. Quando o primeiro raio de luz tocou o solo eles já estavam na estrada - parando apenas para fazer refeições. No final da tarde sentiram uma presença estranha, fora da estrada, vinda de um rochedo montanhoso.
- Vocês sentiram? – Disse Castiel.
-
Sim. – responderam eles.
Rufus, curioso, perguntou:
- Deveríamos?
Desde que não nos tome muito tempo – disse Castiel – Temos que chegar a Murmar o quanto antes.

 E assim foram investigar. Seguindo a fonte da presença, aproximaram-se de uma grande parede rochosa. A princípio não encontraram nada, até que Graco sentiu um vento vindo por uma rachadura, então começaram a procurar por uma entrada ou uma abertura maior que os levasse para dentro do rochedo. Encontraram uma abertura na parede escondida atrás de uma grande pedra, na encosta do rochedo. A abertura não era muito grande e um a um eles entraram. Havia uma escada esculpida na rocha, que descia abaixo do solo. Alguns degraus mais tarde, chegaram ao fim da escada e se depararam com uma grande fonte subterrânea. Estava escuro, porém como a luz do dia entrava pelas aberturas em algumas rochas, eles conseguiam ver a beleza da fonte que reluzia sob os raios de sol.

 Eles haviam encontrado um Cray, um local de poder, onde a energia flui e se aglutina em Quintessência sólida, podendo ser retirada com algum tempo de meditação e conhecimento. Alguns deles dispõem de uma quantidade grande de poder. Os magos muitas vezes travam guerras cruéis por Crays poderosos, de modo que a fonte que você possui hoje pode ser o local em que você morrerá amanhã...

 A energia que sentiam vinha dessa fonte, que irradiava uma sensação de tranquilidade a todos que estavam próximos. Os três ficaram felizes em encontrar um Cray, mas o tempo que tinham era curto, sabiam que essa fonte deveria estar sendo protegida (assim como várias outras), e não deveriam demorar muito naquele lugar.

 Aquela fonte estava sendo protegida, por olhos atentos e sombrios, escondido nas sombras, observando cada movimento dos três.

 Saíram da caverna, felizes, e voltaram para a estrada conversando sobre a beleza e a tranquilidade do lugar. Porém, antes de chegarem à estrada, ao cair da noite, viram uma criatura estranha andando nas árvores perto deles. Os três ficaram a postos, com as armas em mãos, mas a criatura ignorou-os e seguiu seu rumo.
 Era uma criatura grande, do tamanho de um urso e tão peluda quanto, andando sobre duas patas. Possuía dois grandes chifres, e isso foi tudo o que conseguiram ver dela, que seguia na direção oposta e desapareceu por entre as árvores. Aquela noite eles não pararam para dormir.

 Até aquele momento, nenhum dos três tinha visto algo parecido com aquilo, tal monstruosidade gerou conversa até chegarem a Murmar, quando avistaram o mercado principal.

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