(Art: machiavellicro)
Tudo começou com a chegada do mensageiro, desesperado,
pálido e sem ar. O rei das terras ao Leste chamava por ajuda. Ele não conseguia
sair de seu castelo, sua cidade estava tomada por mentirosos e manipuladores, e
seus soldados não eram mais confiáveis. Antes de desmaiar de cansaço, o mensageiro avisou
que a estrada para a cidade estava ficando sombria, e jurou ter visto a sombra
de uma criatura horrenda, semelhante a um lobo, mas um pouco menor que um
cavalo, andando nas sombras das árvores e rosnando.
O rei, Mick,
sabia que deveria enviar ajuda, mas mandar uma tropa inteira em tempos sombrios
como esses não seria sensato. Então fez uma escolha. Tendo em vista as
dificuldades, foram enviadas três pessoas para recolher mais informações e
acalmar o rei. Três que não eram facilmente manipulados. Três que o rei sabia
que podia confiar.
O cavaleiro e amigo do rei, Castiel foi designado
para tal tarefa. Estava feliz, pois seus companheiros de viajem eram seus
amigos que, segundo ele, tornariam a viagem menos entediante. O primeiro
chamado foi Graco, o Alto Artesão,
ansioso para ver como andam as armas e armaduras do reino aliado. O segundo
escolhido foi Rufus, o Maçon/armeiro,
triste por deixar seus aposentos, mas feliz por estar indo com amigos.
A cidade, chamada Dinley, onde o castelo ficava e onde
os três companheiros moravam, era rodeada e protegida por montanhas - a mais
alta delas era tão grande que não era possível ver o seu fim, e era na borda
dela que se encontrava o grande castelo de Dinley.
Castiel despediu-se de sua amada, Ana (uma “ex-prisioneira” que foi domada, digamos assim, mas não levaremos isso em consideração
agora). Desceu o desfiladeiro, grande o bastante para acomodar duas carroças
lado a lado e muito bem vigiado de cima, já que era a única entrada da cidade.
Lá embaixo encontrou seus dois companheiros, cada um com um bocado de provisões
para viagem e partiram em direção à cidade portuária do Leste, Murmar.
O início do caminho que tinham que percorrer foi tranquilo.
Eles conversaram e contaram histórias, histórias essas que eram contadas nas
tavernas de todo o reino. Às vezes até cantavam canções. Certa noite, montaram
acampamento numa clareira próxima à estrada e começaram um debate sobre a noite
mais perigosa que já tiveram... até agora.

