segunda-feira, 4 de março de 2013
O Grande Mercado de Murmar
Graco conseguiu convencer os outros a fazerem uma parada. O grande mercado da cidade de Murmar é um dos maiores mercados daquele continente, contando com uma saída para o mar, fazendo com que mercadores de todos os cantos venham vender seus produtos. Por isso o grande centro é composto por várias lojas, e a cada dia encontra-se algo diferente à venda.
A primeira loja que visitaram foi de um ferreiro, conhecido de Graco. Lá os dois mestres ferreiros conversaram sobre materiais e alguns detalhes a respeito da arte de produzir armaduras. Rufus ficou encantado com uma aljava de detalhes prateados pendurada acima da bancada, mas o dono da loja foi logo avisando que aquela peça não estava à venda.
– Ganhei essa aljava em uma aposta na taverna, o velho Tritão ainda a quer de volta! Haha. – o vendedor não conseguia se recordar sobre muita coisa daquela noite da aposta, mas não venderia seu “troféu” de jeito nenhum.
Castiel estava mais interessado em chegar logo ao castelo. Ficou perto da porta olhando o comércio, até que seus olhos encontraram um objeto de desejo: uma égua branca que lhe chamou a atenção - em sua cabeça ela tinha uma mancha marrom em forma de cruz (Castiel era muito religioso e aquilo lhe pareceu um sinal). Sem pensar muito, foi atrás do dono da égua para tentar comprá-la.
- Ei, você, senhor! Você aí com essa linda égua, espere! Eu quero comprá-la! – disse ele.
O dono da égua, um senhor de cabelos grisalhos, parou de andar, virou-se e com uma feição de tristeza disse:
– Meu caro, receio lhe informar que isso não é possível, Gretel já possui um novo dono, estou indo entregá-la.
Mas o cavaleiro não desistiria fácil:
– Eu compro dele! Por favor, diga-me quem é – pediu Castiel.
O senhor sorriu:
– O dono dela é Cornélio, o chefe dos guardas do rei. Não há nada que você possa fazer, jovem, esse cavalo será um presente do rei, sinto muito – Virou-se e continuou sua caminhada.
Desiludido, Castiel fez o caminho de volta e encontrou Graco e Rufus saindo da loja com a cara amarrada.
– Eu só queria aquela maldita taça! Aquelas pequenas safiras encrustadas não são “comuns”... Derretendo, daria uma bela braçadeira, com um toque especial – Dizia seu amigo ferreiro. O armeiro também não estava feliz, viu vários arcos e aljavas (seus equipamentos preferidos, seu trabalho era construí-los), mas nada que encontrou era tão magnífico quanto a aljava que estava pendurada acima da bancada.
E assim seguiram para o castelo, esperando que algo de bom os aguardasse.
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