quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Prólogo



 Tudo começou com a chegada do mensageiro, desesperado, pálido e sem ar. O rei das terras ao Leste chamava por ajuda. Ele não conseguia sair de seu castelo, sua cidade estava tomada por mentirosos e manipuladores, e seus soldados não eram mais confiáveis. Antes de desmaiar de cansaço, o mensageiro avisou que a estrada para a cidade estava ficando sombria, e jurou ter visto a sombra de uma criatura horrenda, semelhante a um lobo, mas um pouco menor que um cavalo, andando nas sombras das árvores e rosnando.

 O rei, Mick, sabia que deveria enviar ajuda, mas mandar uma tropa inteira em tempos sombrios como esses não seria sensato. Então fez uma escolha. Tendo em vista as dificuldades, foram enviadas três pessoas para recolher mais informações e acalmar o rei. Três que não eram facilmente manipulados. Três que o rei sabia que podia confiar.

 O cavaleiro e amigo do rei, Castiel foi designado para tal tarefa. Estava feliz, pois seus companheiros de viajem eram seus amigos que, segundo ele, tornariam a viagem menos entediante. O primeiro chamado foi Graco, o Alto Artesão, ansioso para ver como andam as armas e armaduras do reino aliado. O segundo escolhido foi Rufus, o Maçon/armeiro, triste por deixar seus aposentos, mas feliz por estar indo com amigos.

 A cidade, chamada Dinley, onde o castelo ficava e onde os três companheiros moravam, era rodeada e protegida por montanhas - a mais alta delas era tão grande que não era possível ver o seu fim, e era na borda dela que se encontrava o grande castelo de Dinley.

 Castiel despediu-se de sua amada, Ana (uma “ex-prisioneira” que foi domada, digamos assim, mas não levaremos isso em consideração agora). Desceu o desfiladeiro, grande o bastante para acomodar duas carroças lado a lado e muito bem vigiado de cima, já que era a única entrada da cidade. Lá embaixo encontrou seus dois companheiros, cada um com um bocado de provisões para viagem e partiram em direção à cidade portuária do Leste, Murmar.

 O início do caminho que tinham que percorrer foi tranquilo. Eles conversaram e contaram histórias, histórias essas que eram contadas nas tavernas de todo o reino. Às vezes até cantavam canções. Certa noite, montaram acampamento numa clareira próxima à estrada e começaram um debate sobre a noite mais perigosa que já tiveram... até agora.

3 comentários:

  1. Quem fez o Castiel foi uma pessoa muito especial...

    ResponderExcluir
  2. Rufus parece nome de cachorro!

    História tá com cara de interessante, vamos ver como continua.

    ResponderExcluir